quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Galeria de fotos da turnê no Centro-Oeste

Abraço que não rejeita

Ensaio na UFG

Grupo Confraria dos Atores de Cuiabá - MT

A luz do Maldito

Mira dando entrevista

A preparação do cenário e momentos especiais de confraternização

Garoto Guaraná

Dez dias longe do céu de Brasília, hoje acordei com uma saudade. Os meus pais me ligaram na madrugada, tive um sonho estranho e não recebi nenhuma mensagem no celular até agora. O que me resta e tomar Guaraná e espera para chegar em Brasília e ver as estrelas no Pontão bem acompanhado. Como é difícil lidar com a saudade em uma viajem tão longe e intensa. Fiquei doente, me recuperei e ontem já fiz perfomace na faixa de pedestre sobre amor e abandono aqui em Cuiabá. O meu coração está tão apertado! Estou com saudades do gosto do Guaraná original. Acho que sou completamente Garoto Guaraná.

Jhony Gomantos - Ator do Concreto

Concreto em Goiânia



Teatro do Concreto e Solos de Baco transformam
o corre-corre cotidiano do Centro de Goiânia
Turnê do grupo brasiliense em Goiânia
segue até o próximo domingo, com entrada franca

Túlio Moreira

O grupo brasiliense Teatro do Concreto começou a turnê em Goiânia no início da noite de ontem (quarta-feira, 27/1), com o espetáculoRuas Abertas. As intervenções cênicas, realizadas em parceria com o grupo goianiense Solos de Baco, chamaram a atenção dos pedestres e motoristas que passavam pelo cruzamento das avenidas Tocantins e Anhanguera, no Centro de Goiânia. Segundo o diretor do grupo, Francis Wilker, as intervenções retratam sentimentos como o amor, o desejo e a solidão. O objetivo é voltar o olhar do público para os cenários urbanos, pouco contemplados na correria do dia-a-dia.

Os atores brasilienses e goianos movimentaram o lugar. Pedestres, motoristas, moradores e comerciantes ficaram curiosos diante da proposta dos grupos. Muitos aprovaram a ideia de aproximar as artes cênicas das pessoas que estão passando na rua. A professora Ana Rita Vidica estava presente no cruzamento das duas avenidas na apresentação de ontem. Ela acredita que as intervenções fazem com que o público comece a enxergar a vida como um grande espetáculo, as pessoas como atores e a cidade como o cenário disso tudo.

Francis Wilker afirma que o convite ao grupo goiano Solos de Baco para as intervenções cênicas do Ruas Abertas faz parte da tentativa de consolidar uma rede de intercâmbio de ideias entre os grupos da região Centro-Oeste. “Muitas vezes os grupos não se articulam nem trocam informações, mesmo estando tão perto”, afirma o diretor. A diretora do grupo Solos de Baco, Natássia Garcia, acredita que a parceria pode estreitar o eixo Goiânia-Brasília e fortalecer a cultura cênica nas regiões. “As experiências que trocamos contribuem para o nosso trabalho. É sempre um fluxo de prática e de técnica, e acrescenta ou transforma a nossa forma de fazer teatro”, define. A turnê do Teatro do Concreto já passou por Campo Grande (Mato Grosso do Sul) e Cuiabá (Mato Grosso).

Hoje (quinta-feira, 28/1), o destaque é a segunda edição do Ruas Abertas, dessa vez na esquina da Rua 3 com a Avenida Goiás, às 12h, e a leitura dramática de Inútil Canto e Inútil Pranto pelos Anjos Caídos, texto pouco conhecido de Plínio Marcos. Para Francis, a descrição cruel e cheia de detalhes dos últimos momentos da vida de 25 homens enclausurados numa cela de presídio e que morrem queimados durante uma rebelião costuma deixar o público consternado. O espetáculo, que será apresentado às 20h no Teatro Yguá do Centro Cultural Martim Cererê, envolve muitos elementos sonoros e resulta numa experiência impactante. A passagem por Goiânia inclui apresentações até o próximo domingo. Toda a programação tem entrada franca.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Sabor de Mãe

Quando a gente viaja para trabalhar temos que estar com o peito aberto para novas descobertas, encontros, desafios... novos rostos, novas adaptações, novos espaços, outros cantos. Experimentamos muitas novidades em Campo Grande/MS. Encontramos outros grupos, outros produtores locais, tantos fazedores de teatro, técnicos generosos, outros jornalistas, outra elevada temperatura... outros sabores. Em Cuiabá/MT tantos novos outros vieram ter conosco. Porém - e sempre tem um porém, como já dizia o Plinio - algo não foi tão novo assim: a comida! Sabe aquela comida feita por nossas avós, nossas mães? Aquela comida que tem como ingrediente maior uma simplicidade afetuosa? Alquimia! Avó, alimento, afeto, simplicidade, sabor, mãe, alma, magia... Encontramos tudo isso no restaurante Coração de Mãe coordenado pela Dona Lu e suas filha Yolanda e Natalia. Um lugar que parece muito com a antiga casa da minha avó. Um lugar com um quintal grande, cheio de plantas, frutas, várias samambaias e um sabor que me leva para casa e me faz recarregar as energias físicas e espirituais.

NeiCirqueira - Ator do Concreto

sábado, 23 de janeiro de 2010

Convite

Foi comentado por aqui que na primeira apresentação do Diário do Maldito, em Campo Grande, uma das pessoas do público tirou a roupa junto aos atores, no momento do depoimento pessoal. Gostaria de falar um pouco sobre isso...

Temos momentos históricos e preciosos no Diário relacionados ao público. Em Macapá, durante os batuques e dança do Poeta, o publico começou a bater palmas super ritmadas marcando cada compasso do tambor. Em BH, tínhamos medo do suor respingar no público e incomoda-lo ainda mais. Em Santos, no momento do cortejo final, o público ficou de joelhos, numa forma de reverência. E, finalmente, em Campo Grande, no momento do depoimento pessoal, o Jair, oficineiro, engajado e apreciador de teatro (como ele mesmo se define) compartilhou o despir comigo.

Eu já estava no fim do depoimento, me despindo do meu personagem, quando o Jair fez o mesmo. É claro que fiquei surpresa e, por um segundo, sem saber o que fazer. Porém, não pensei duas vezes... lhe dei um abraço e o agradeci por compartilharmos aquele momento.
No fim da peça, fui conversar com o Jair. Falei que foi a primeira vez que uma pessoa do público havia tirado a roupa e o quanto aquilo foi importante para mim, para a história do grupo e do Diário. Jair me disse que ele não teve escolha... se sentiu entregue e convidado pelo espetáculo.

Maria Carolina Machado - atriz

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Aperto na boca do estômago




Aperto na boca do estômago! O que é isso? Ansiedade por entrar em cena? Expectativa de realizar um ótimo espetáculo? Emoção por tantos encontros? Infelizmente, não... Essa sensação, na verdade, de engodo, embrolho, enjôo e vômitos (melhor parar por aqui...) foram os sintomas de uma gastrointerite. Tudo começou na segunda (18/01), às 6:00 da matina. No domingo, apresentamos a última sessão do Diário do Maldito em Campo Grande e desmontamos o cenário. Desconfio que o que deflagrou o processo foram umas pizzas, que comemos, durante a desmontagem, mas a pessoa acometida por essa infecção contem o vírus muito antes dos sintomas se manifestarem. Bem, como já sofro de gastrite nervosa e andei comendo muita coisa diferente pelo Pará, onde passei férias, eu estava facinha, facinha...
De segunda (18/01) até quinta (21/01) foi uma via sacra por emergências de hospitais, soros e remédios na veia, comprimidos passados equivocadamente, insônia, dor, dor e dor. Um dos momentos mais desesperadores foi na viagem de Campo Grande para Cuiabá. Era por volta das 4:00 quando eu comecei a suar frio. Apesar do ar condicionado do ônibus, eu estava sentido tanto calor e falta de ar, que precisei tirar a roupa para ver se aliviava. Enquanto isso, A Celma e a Micheli me abanavam. A solução encontrada foi parar na cidade mais próxima e procurar um pronto socorro. Pois bem.... Chegamos em Rondonópolis. O ônibus parou na rodoviária da cidade e eu, Celma, Micheli e Francis pegamos um táxi rumo ao hospital mais próximo. O médico meio sonolento, que me atendeu, mandou eu tomar mais remédio na veia e ainda passou um pedido de exame de Dengue. Dengue!? Enquanto isso, chegou um bebezinho com sua mãe. Ele estava desidratado e tinha que receber soro na veia também. Meu Deus !!! Que visão e som do inferno!!! A mãe segurando o bebê e a enfermeira furando a criança várias vezes para ver se achava a veia e a agulha ficava no ponto certo. Logo em seguida, fui eu. O médico até me deu um remédio para dormir enquanto o soro pingava, mas com aquela cena do menino e choro ainda ecoando foi impossível. Depois de quase duas horas e com o dia amanhecendo retomamos a viagem.
O remédio foi apenas um paleativo. As dores voltaram e fui num gastro em Cuiabá, tive que fazer um hemograma completo, o que serviu para descartar algo mais sério. Porém, o médico foi bem categórico: Ou você fica de repouso se hidratando e se alimentando bem, pois leva de 1 a 2 semanas para o seu estômago e intestino começar a funcionar bem, ou vc faz as suas apresentações de teatro, fica comendo no hotel e na rua e volta a passar mal de novo. A intimação foi dada e eu não tive escolha. Gente, até parece um dramalhão!!! Eu chorei tanto do médico até o hotel, que é claro piorou a dor. Daí, liguei pra Ju, Francis e Ivone e achamos melhor eu voltar para BSB.
Bem, agora, estou na casa da minha mãe... Ia fazer uma endoscopia ontem, mas a minha médica achou por bem adiar o exame pois meu estômago já está muito agredido. Estou de repouso, tomando remédios (dessa vez corretos), o coração dolorido por não estar, na empreitada Centro-Oeste e torcendo pelo sucesso do meu grupo.
Concretos, obrigada pelas flores, pelas palavras, pela luz e energia.
Mi e Celma, obrigada pela força! Celma vc é uma mãezona! A Sara é que é feliz e bem sabe...
Francis e Ivone, obrigada pela compreensão. Se eu estiver melhor volto para fazer o Diário em Goiânia.
Ju, muita merda pra vc! Cheguei a sonhar com vc fazendo a Brasília e saiu tudo ótimo porque foi do seu jeito! Obrigada por topar mais essa!
Beijos, muita merda e evoé!
Maria Carolina Machado - atriz do Concreto.

Galeria de Fotos da turnê Centro-Oeste

A Partida


O encontro

O poeta

Brasília