sábado, 24 de abril de 2010

ENTREPARTIDAS


É com imenso prazer que o Grupo Teatro do Concreto estreará, no dia 24/04/10, seu mais novo espetáculo, ENTREPARTIDAS!
Contamos com a presença de amigos, aficcionados em teatro e de toda a população interessada em prestigiar o resultado da pesquisa colaborativa sobre o tema AMOR E ABANDONO.

EVOÉ!!!!!

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quarta-feira, 22 de julho de 2009

Ruas Abertas

A cidade é isso mesmo que você está vendo mesmo que você não esteja vendo nada. eixos que se cruzam. pessoas que não se encontram(Nicolas Behr)


A intervenção cênica, Ruas Abertas, compreende uma das etapas do processo de pesquisa e montagem de espetáculo teatral a partir das investigações iniciadas pelo Teatro do Concreto em 2008 acerca do tema Amor e Abandono.
A proposta deste tema para nortear a nova montagem do grupo é fruto da busca incessante de seus artistas por assuntos que afligem o homem contemporâneo. A rotina caótica de uma grande cidade; o individualismo e a solidão latentes na sociedade contemporânea; a transitorialidade das relações afetivas, do contato com o outro, as mudanças de referenciais de tempo-espaço, a relação dos homens com os espaços de convívio, a perecibilidade do ser humano frente aos avanços tecnológicos: todas estas foram questões que instigaram o Teatro do Concreto a buscar o tema deste novo espetáculo.Essa proposta temática começou a se desenhar durante o processo de construção do último espetáculo do grupo - Diário do Maldito. Foi justamente ao aprofundar num universo de temas e personagens de profunda dureza, cheios de angústias, inquietações e que também experimentavam as infinitas formas de amor e abandono que esta temática começou a nascer. Como naquele momento o foco do trabalho era a questão da marginalidade e do papel do artista, muitas das cenas e improvisações que tocavam em questões como relação amorosa, saudade, família, perda, entre outras, não foram aproveitadas. Portanto, era preciso criar um espaço para mergulhar em nós mesmos e poder transformar em arte nossas inquietações sobre amor e abandono na sociedade contemporânea. Então, a partir de meados de fevereiro de 2008 o grupo iniciou uma intensa pesquisa sobre o tema, continuando a trabalhar na perspectiva do Processo Colaborativo de criação.
A partir dessas cenas e improvisações, o grupo decidiu “abrir” o seu processo criativo para que o mesmo fosse afetado por outros estímulos e sujeitos. Assim, participou do Festival Internacional de Teatro de Brasília Cena Contemporânea 2008, onde realizou a intervenção cênica Ruas Abertas. Por ser um grupo profundamente identificado com a cidade de Brasília e com as possibilidades de diálogo que o seu significado simbólico e real possibilita o Teatro do Concreto, buscou para a realização dessa intervenção cênica, espaços urbanos que pudessem expressar o corre-corre cotidiano, a linearidade de uma agenda a ser cumprida, a falta de tempo para sentir. A partir dessa reflexão o espaço escolhido para as apresentações foi a rodoviária do Plano Piloto e três faixas de pedestres que a circundam. Um ponto central da capital que, no horário escolhido para intervenção – 17h –, vive o pico do trânsito de automóveis e pedestres. Os atores encenavam no tempo em que o sinal estava fechado para os carros e aberto para os transeuntes.
A intervenção que compreendia Ruas Abertas, além de trazer outras possibilidades de linguagem para o Festival, proporcionou uma experiência única de encontro entre atores e público numa espécie de “contaminação” mútua que impactou sobremaneira os caminhos de nossa pesquisa, apontando três eixos que poderiam ser verticalizados para a continuidade do trabalho e criação do espetáculo: possibilidades de relação/interação com o público; exploração do espaço urbano e o diálogo com outras linguagens artísticas (dança contemporânea, instalação e performance).

FICHA TÉCNICA
Criação: Teatro do Concreto
Direção: Francis Wilker
Assistente de Direção: Aline Seabra
Dramaturgia: Jonathan Andrade
Elenco:Alonso Bento, Gleide Firmino, Jhony Gomantos, Juliana Sá, Lisbeth Rios, Maria Carolina Machado, Micheli Santini, Nei Cirqueira, Silvia Paes e Zizi Antunes.
Produção Executiva: Ivone Oliveira
Assessores de Produção: Celma Loci, Elvis, Galdino Rebouças, Lorena Maria e Silva, Luciana Amaral e Thiago Nery.
Pesquisa e Direção Musical: Daniel Pitanga

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Sala de Espera

A realização de Sala de Espera (2003) é, antes de tudo, um conjunto de desafios. Desde o momento da adaptação do texto, passando pela pesquisa de linguagem, a concepção estética, desenhos de som, cenário, luz, figurino, até a finalização da cena e trabalho de produção. Circunstâncias nos mostraram como, apesar das dificuldades, deveríamos agir para construir um trabalho sólido, coerente e encantador.
Adaptado do original A Doença: Uma Experiência, do roteirista de cinema Jean-Claude Bernardet, o espetáculo narra, com a preciosidade imagética de um cineasta, uma história que trata de amor, preconceito, descobertas, perda e superação. Uma trajetória de extrema sensibilidade que transforma o relato narrativo, tendo como ponto de partida a presença da Aids, em uma metáfora de amor a vida.
O público se diverte no sutil jogo com os atores em momentos de humor refinado e ao ser confrontado com seus próprios preconceitos numa atmosfera de leveza e erotismo. Como diria o nosso protagonista, talvez o sentido da vida seja assim, algo tão simples: “Não perder tempo, a não ser que seja de modo agradável com amigos. Escrever-lhes, ainda que tarde. Receber cartas deles, ainda que tarde".
A proposta do espetáculo “Sala de Espera” é despertar na platéia uma relação com os personagens, para que esse público possa enxergar-se nos detalhes das ações e nos desejos expostos em cena. Trata-se de um trabalho bem cuidado, que se preocupa em atingir a platéia com total cumplicidade, causando-lhe empatia com seus próprios erros e preconceitos... o texto ultrapassa a barreira da interpretação para chegar a ser quase que uma confidência... e convida... Abra os seus olhos!

FICHA TÉCNICA
Espetáculo Sala de Espera
Texto original: Jean-Claude Bernardet
Adaptação e Direção:Fabíola Gontijo
Assistência de Direção e apoio técnico operacional: Nei Cirqueira
Elenco: Francis Wilker e Marcelo Alves
Cenografia e Figurino: Fabíola Gontijo
Fotografia: Telmo Ximenes
Desenho de Luz: Marks Almeida
Som: DJ E-TACKI
Produção: Silvia Paes
Realização: Teatro do Concreto

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Inútil Canto e Inútil Pranto pelos Anjos Caídos

O mergulho que o grupo brasiliense Teatro do Concreto fez na obra do dramaturgo Plínio Marcos rendeu, além do premiado espetáculo Diário do Maldito, uma leitura cênica a partir do conto 25 homens do livro INÚTIL CANTO E INÚTIL PRANTO PELOS ANJOS CAÍDOS. A leitura narra os últimos momentos da vida de 25 homens enclausurados numa cela de presídio e que morrem queimados durante uma rebelião. A obra é inspirada em fato verídico ocorrido em Osasco, SP.
O texto, publicado em 1977, guarda profunda relação com as questões carcerárias no Brasil, mantendo sua atualidade na crítica ácida ao sistema prisional 30 anos depois de seu lançamento. Dessa forma, o autor chama a atenção para questões importantes como distribuição de renda, violência, justiça, dignidade humana, fome e saúde.
Neste conto, mais uma vez, Plínio Marcos dá vez e voz aos excluídos, criando na sua narrativa detalhada do episódio uma verdadeira poética da crueldade.
FICHA TÉCNICA
Espetáculo: LEITURA CÊNICA DE INÚTIL CANTO E INÚTIL PRANTO PELOS ANJOS CAÍDOS EM OSASCO
Texto: Plínio Marcos
Direção: Francis Wilker e Ivone Oliveira
Realização: Teatro do Concreto
Elenco: Alonso Bento, Gleide Firmino, Hugo Cabral (1ª temporada), Jhony Gomantos (2ª temporada), Micheli Santini, Nei Cirqueira e Robson Castro (1ª temporada).

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Borboletas Têm Vida Curta

"Um acontecimento vivido é finito, ou pelo menos encerrado na esfera do vivido, ao passo que o acontecimento lembrado é sem limites, porque é apenas uma chave para tudo o que veio antes e depois." (Walter Benjamin)



Borboletas têm vida curta é um trabalho que procura levar para a cena, por meio de imagens, momentos delicados de nossa infância: as primeiras dores, perdas e amores. Vivências e momentos íntimos que ficaram guardados no fundo da nossa “mala de memórias”. O espetáculo conta a história de Heitor, um homem que, ao resgatar imagens da sua infância, tenta preencher o vazio deixado por alguém especial. Passado e presente se cruzam. O passado re-significando o presente.



A memória é algo sem controle, onde uma referência leva à outra que leva à outra, por isso, Borboletas têm vida curta parte da não-linearidade, onde é mais importante sentir cada uma dessas lembranças, que racionalizar uma história fechada em si mesma. É um espetáculo fugaz como aqueles momentos únicos que vivemos. Instantes raros de beleza que às vezes se perdem ao longo de nossas vidas.
O fio condutor da narrativa é a própria memória, provocando uma relação de identidade e pertencimento com o público, ao trazer à tona lembranças de vivências universais que podem ser de qualquer ser humano.
A peça é resultado da Oficina Processo Colaborativo, realizada durante o Festival do Teatro Brasileiro - Cena Mineira, realizado pela Alecrim Produções em Brasília, no ano de 2006. Para essa oficina, apenas 03 grupos do DF foram selecionados, de forma que o contato com profissionais de referência para o teatro brasileiro contemporâneo pudesse potencializar o trabalho desses grupos. A oficina teve a orientação do dramaturgo Luís Alberto de Abreu, do diretor Chico Medeiros, da atriz e diretora Tiche Viana e do ator Júlio Maciel, profissionais convidados pelo Galpão Cine Horto para ministrarem a oficina em Brasília.
O espetáculo Borboletas têm vida curta estreou em 2006, sendo apresentado no Teatro da Caixa em Brasília, depois convidado especial do VII Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto em Belo Horizonte (2006). Em 2007 se apresentou na Mostra Dulcina em Conjunto e no projeto Quarta - Cênica do SESI DF.

FICHA TÉCNICA
Criação e Produção: Teatro do Concreto
Direção: Francis Wilker
Assistente de Direção: Ivone Oliveira
Dramaturgia: Maria Carolina Machado
Atores: Aline Seabra, Alonso Bento, Jhony Gomantos, Micheli Santini e Nei Cirqueira.
Cenografia: Marley Oliveira
Figurino: Marley Oliveira e Hugo Cabral
Operação de luz: Zizi Antunes
Operação de som: Gleide Firmino
Assistente de Produção: Hugo Cabral
Fotos: Thiago Sabino
Duração: 30 minutos
Classificação etária: livre

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Chegança



O trabalho cênico Chegança é o primeiro resultado do Núcleo de Pesquisa e Produção Teatral do SESI-DF em parceria com o Teatro do Concreto, que iniciou suas atividades em junho de 2007.



A investigação de linguagem para Chegança, ainda em processo, passou por um breve contato com elementos da Commedia Del’ Arte e do teatro de rua e a apresentação no Teatro Yara Amaral, no Centro Cultural SESI de Taguatinga-DF foi uma oportunidade de verificar como esse caminho estético dialoga com o público.
O teatro popular é a abordagem estética e de treinamento de atores que o diretor Francis Wilker está iniciando e que resultará em montagem de espetáculo inédito para 2008. O SESI desenvolve por meio do grupo Teatro do Concreto - grupo brasiliense que tem como foco a investigação de novas possibilidades de composição da cena teatral - o Núcleo de Pesquisa e Produção Teatral - um projeto amplo que responde de forma concreta aos objetivos do SESI de incentivar a produção artística local e contribuir para a melhoria da qualidade de vida do trabalhador, para isso, o projeto está desenvolvendo três linhas de atuação:
1- Núcleo de Pesquisa Teatral do SESI (NPT-SESI) - O Centro de pesquisa e produção cultural em teatro tem a sua ação voltada para a pesquisa de linguagem e a formação e estímulo à criação teatral. Dessa forma, se consolida como um espaço de criadores interessados em pensar, praticar e construir conhecimento no campo do desenvolvimento das artes cênicas. Todas as ações do NPPT serão registradas e publicadas.
2 - Oficinas de Teatro do SESI - Serão oferecidas oficinas de iniciação teatral para trabalhadores da indústria e seus familiares. Uma ação que fortalecerá as demais iniciativas de promoção da qualidade de vida do trabalhador e da sua inserção cultural. As oficinas serão oferecidas, inicialmente, em 4 unidades do SESI-DF (Taguatinga, Ceilândia, Núcleo Bandeirante e Sobradinho). O objeto de pesquisa que permeia todo o planejamento para as oficinas que serão ministradas por atores do Teatro do Concreto é a questão da imagem na contemporaneidade. A idéia não é simplesmente fazer uma oficina e montar uma peça no final, mas desenvolver e aprofundar uma questão estética no percurso de ensino-aprendizagem em teatro.
3 - Trupe da Vida – criação e apresentação de cenas curtas focadas em temas relacionados à qualidade de vida que serão apresentadas em indústrias do DF, atendendo a demanda por apresentações teatrais sócio-educativas para orientar e colaborar na formação dos trabalhadores. As primeiras esquetes teatrais criadas para esse trabalho falam de alimentação e atividade física e usam elementos da Commédia Del’ arte e do teatro de rua. A proposta do Núcleo de Pesquisa foi fazer da criação das cenas curtas também um espaço privilegiado para a pesquisa de linguagem cênica.
Além do NPPT, o SESI DF desenvolve diversas ações de sucesso voltadas para o desenvolvimento cultural da capital, exemplo disso é o Centro Cultural do SESI em Taguatinga, criado na década de 70, e que hoje é importante referência de difusão cultural na cidade. O projeto SESI Cultural, em parceria com a TV Globo Brasília, integra as terças cinematográficas, quartas cênicas e quintas musicais. A iniciativa descobre e valoriza o potencial de novos talentos; promove a descentralização da cultura e a democratização do acesso à arte; forma novas platéias qualificadas com senso crítico e estético e divulga as manifestações culturais do Distrito Federal, por isso o projeto é realizado durante todo o ano e com entrada gratuita.
Só em 2007 já passaram pelos palcos do Centro Cultural mais de 60 espetáculos de teatro, música e também filmes. Nomes como Guilherme Arantes, Flávio Venturine, Irmãos Guimarães e tantos outros abrilhantaram as noites de Taguatinga e mostraram a diversidade de linguagens em cada área, contribuindo sobremaneira para a formação de platéia.
Com a criação do NPPT SESI-DF, a instituição espera fortalecer ainda mais suas ações na área cultural e contribuir para o desenvolvimento das artes cênicas no DF.

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Diário do Maldito



O espetáculo Diário do Maldito é resultado de dois anos de pesquisa acerca da vida e da obra do dramaturgo Plínio Marcos. O processo criativo teve início em outubro de 2004 e a estréia no Teatro Oficina do Perdiz em novembro de 2006, um espaço marginal da cidade onde, há mais de vinte anos, funciona uma oficina mecânica e um teatro.
Plínio Marcos, um dos maiores expoentes da dramaturgia nacional, incorporou o tema da marginalidade na cena brasileira em textos de desconhecida violência para o teatro da década de 60. Na sua obra, os “marginais”, são retratados como gente na boca de cena, com direito a vez e voz. A opção em falar da “banda podre do mundo” o tornou conhecido como o “autor maldito” do teatro brasileiro, jargão que nunca o incomodou, já que reconhecia na vida dos excluídos a extensão de sua própria vida e a matéria prima para as suas histórias e personagens.
Para o pesquisador Paulo Vieira, no seu livro Plínio Marcos a Flor e o Mal, é possível identificar três fases distintas na obra de Plínio. Procuramos percorrer no processo de pesquisa essas três dimensões e, acreditamos que Diário do Maldito, de alguma forma, também consegue expressar essas diferentes fases:
“A primeira fase pode ser chamada de constatação (...) Plínio Marcos constata a existência do mal na sociedade. A segunda fase compreende os musicais (...) A terceira fase, chamá-la-emos de proposição. (...) obras cujos temas apontam para o misticismo, (...) como se o autor propusesse a via do espírito para a superação da condição humana".
A partir desse itinerário explicitado na obra do autor paulista, o Teatro do Concreto, durante o longo período de pesquisa teórico-prática, reuniu cerca de oito horas de cenas e improvisações a partir de investigações em espaços de Brasília como feiras, rodoviária, terreiro de candomblé; estudo de arquétipos; textos do Plínio; entrevistas com amigos do dramaturgo; informações sobre o samba paulista; entrevistas com personagens reais retratados em sua obra, como prostitutas e carcereiros. Além disso, foram explorados textos e crônicas do autor que ofereceram um universo pouco conhecido da maioria do público, como é o caso de “O prisioneiro de uma canção” e “Inútil canto e inútil pranto pelos anjos caídos”.
O material cênico criado a partir desses estímulos diversificados, a estrutura do texto e demais elementos da cena foram selecionados e aprimorados. Um processo que passou por quatro etapas de ensaios abertos com o público, apelidados pelo grupo de “cena concreta”. Oportunidades onde o diálogo da obra, com o seu último criador (platéia), indicaram caminhos para ajustar a dramaturgia e até excluir cenas que se mostraram redundantes.
Questões que envolvem a estética, a biografia de Plínio Marcos, a conexão de sua obra com Brasília e o que queremos dizer ao público a partir dessas reflexões, foram apenas algumas das indagações que os criadores do Teatro do Concreto se fizeram durante essa pesquisa e que de alguma forma perpassam as cenas e textos criados. Por que Plínio? Pra quem é o nosso teatro? Quem é o seu povo? O que significa ser artista em Brasília? O que te indigna? Como se faz na aldeia do desconsolo? Qual a atualidade da dramaturgia pliniana?
Foi esse fazer investigativo, de tentativas, erros e acertos, que possibilitou a criação de uma dramaturgia própria, que também integra algumas citações de textos do dramaturgo. Assim nasceu o nosso Diário do Maldito, e todas as noites quando entramos em cena, a obra e a vida de Plínio Marcos não é o nosso texto oficial, mas um pretexto para construir, com o público, um diálogo vivo sobre o homem, a função da arte e o papel do artista contemporâneo. Como dizia o próprio Plínio, “o mundo nunca precisou tanto dos poetas, como agora”.


SINOPSE: O público é recebido num bar onde conhecerá diversas histórias e personagens que descrevem a trajetória divertida e comovente de um Poeta. O espetáculo traz a tona à incerteza de um artista que dedicou anos a fio a escritos de denúncia social – agora, pensa em parar de criar. Inconformados com a situação seus personagens invadem a cena para cobrá-lo.

FICHA TÉCNICA

Espetáculo: Diário do Maldito
Criação: Teatro do Concreto
Direção: Francis Wilker
Assistente de Direção: Ivone Oliveira
Dramaturgia: Juliana Sá
Consultoria Artística: Tiche Vianna
Elenco: Aline Seabra, Alonso Bento, Gleide Firmino, Jhony Gomantos, Maria Carolina Machado, Micheli Santini, Nei Cirqueira, Robson Castro e Silvia Paes
Músicos: Daniel Pitanga, Igor Guilherme, Janari Coelho e Regina Neri
Coordenação de montagem e operação de luz: Zizi Antunes
Ambientação Cenográfica: o grupo, com a colaboração de Isabella Veloso e Leonardo Cinelli
Desenho de Luz: Marcelo Augusto
Fotos: Alexandra Martins, Tatiana Reis e Thiago Sabino.
Figurinos: o grupo, com consultoria de Cyntia Carla
Assistente de Produção: Hugo Cabral
Cenotécnica: Lisbeth Rios

O espetáculo faz referência aos seguintes textos de Plínio Marcos: Navalha na Carne, Prisioneiro de uma canção, Inútil canto e inútil pranto pelos anjos caídos em Osasco.

PRÊMIOS
Festival Nacional de Teatro de Macapá - 2008
melhor espetáculo
melhor cenografia
Indicado nas categorias de melhor direção, ator e atriz.

Prêmio SESC do teatro candango - 2007
melhor atriz
melhor cenografia
Indicado nas categorias melhor ator e melhor figurino.

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