sexta-feira, 9 de outubro de 2009

6º Concreto Aberto


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reflexões do concreto aberto #5




Concreto Aberto – 5º Edição – Pensamento feminino no teatro brasiliense

Realizado no dia 30 de Setembro de 2009

Debatedores:
Adriana Lodi e Alice Stefânia


Alice Stefânia: Começou sua fala citando as trabalhadoras do teatro em Brasília entre elas Dulcina de Moraes, Helena Barcelos, Bidô Galvão, Micheli Santini. Transformou sua fala numa fala-cênica trazendo trechos de espetáculos onde atuou divididos em temas como mulher virgem, mulher solidão, mulher ilusão, mulher mãe, mulher desejo, entre outras.




Brechota da vovó – espetáculo de 2000 a 2002: “gordura localizada é sinal de feminilidade em excesso”;
Traços, ou quando os alicerces vergam – “as mulheres precisam de muitos vestidos diferentes porque existem muitas mulheres dentro de uma”;“O teatro me proporciona o encontro com o feminino em mim, com o humano em mim e assim, com o mundo”;
Sobre o masculino e o feminino: “ há um jogo, uma ambivalência”, “essas forças convivem no ser humano”, “elas se complementam”;
"No teatro existe trabalho, 'princípios, processo, produto'”;

"Teatro 'é uma questão de singularidade, mais do que de gênero'”.




Adriana Lodi: Também citou Dulcina em sua fala. Durante o curso na UNB teve uma inquietação grande com a questão de gênero talvez por interpretar muitos personagens masculinos, porém percebe que nos últimos quinze anos suas produções têm sido duais. Talvez por perceber o masculino em si. Não acha que o feminino esteja separado do masculino. Feminino presente no masculino e vice-versa tem sido o que mais lhe interessa investigar.
Na verdade sua busca está nessa relação dentro de cada um de nós: “Como ser homem e como ser mulher com esse outro dentro da gente?”
“Estou exercitando o feminino em mim. Por isso hoje vim de vestido, cabelo solto... pena que não deu tempo de ir ao salão pintar as unhas de vermelho";
“Tem aparecido personagens mais femininos para mim que sempre fiz mais homens. Estou na fase das putas. Elas talvez sejam o que há de mais feminino”;
“O teatro é uma grande batalha titânica, caótica, despretenciosa”;
Brasília: “Cidade que teve uma Dulcina como abre alas do feminino no teatro”;
“Apesar das mulheres ainda me seduzirem, eu tenho buscado o dual”;
“O feminino é pungente em todos nós”;
“E essa contaminação [entre o feminino e o masculino] me interessa mais do que a separação”;
Sobre o fazer teatral: “É assim que vejo o teatro, como uma grande batalha titânica, caótica e operária”;
Sobre a relação entre a diretora, a atriz e a educadora: “em teatro é muito bom quando você pode compartilhar de várias etapas do processo”;
“Tenho uma vontade muito grande que as pessoas se apaixonem pelo teatro”;
“Eu não entendo uma criação sem a voz do intérprete”;
“Quanto mais humanos nos tornamos, mais fundidos nesse masculino e nesse feminino”;
“Eu quero parabenizar vocês por esse sonho de consumo que é ter uma sede e usufruir dele de uma forma tão bacana como essa”.


As duas debatedoras trouxeram reflexões como:

"O feminino e o masculino enquanto forças ambivalentes (pulsões)
“Estamos numa época em que não há mais verdades absolutas.” (Alice)
“Perde-se o metafórico, o místico, o ritualístico, o mítico e passa-se a buscar apenas o capital.” (Adriana)
“Fazer arte é uma escolha. Não posso escolher por você. Só posso oferecer instrumentos.” (Alice)
“Para trabalhar com teatro você precisa matar seu ego e administrar seus medos.” (Adriana)
“Eu tenho a grande vontade de que as pessoas se apaixonem pelo teatro.” (Adriana)




Um participante:
“Brasília é uma experiência espacial única”
“Ouvir falar sobre identidade parece tão artificial quanto a própria cidade”
Sobre teatro brasiliense: “Como questionar gênero num processo de construção de identidade?”
O teatro daqui “tem um nascedouro muito ligado a Dulcina de Moraes”
“Teatro é uma coisa muito umbilical”
*Colaboraram aqui: Francis Wilker, Nei Cirqueira e Juliana Veloso.

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

5º CONCRETO ABERTO


O TEATRO DO CONCRETO realiza, este mês, a 5ª edição do CONCRETO ABERTO, um ciclo de debates com diretores, pesquisadores, críticos e diversos convidados.
Receberemos na próxima quarta-feira as atrizes, diretoras e educadoras Adriana Lodi e Alice Stefânia com a palestra: O PENSAMENTO FEMININO NO TEATRO BRASILIENSE.
DIA: 30/09/2009
20 HORAS
ENTRADA GRATUITA
LOCAL: sede do TEATRO DO CONCRETO - CONIC - Edifício Venâncio V - Bloco R Loja 20
INFORMAÇÕES: 3323-4079

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

4° Concreto Aberto


Concreto Aberto – 4º Edição - Dramaturgia brasiliense contemporânea

Debatedores:
Jonathan Andrade, Mauricio Witzac e Sérgio Maggio


Mauricio Witzac: “Entre 8 paredes” foi o primeiro texto escrito. O personagem tem que ser sendo. Personagens dentro de um espaço-tempo claustrofóbico. O humor é algo recorrente na em sua dramaturgia. Pensar em vários personagens e não apenas em um como fio condutor. Sua criação geralmente parte de uma célula dramática. E também trabalha a partir de uma de suas poesias que viram prosas e em seguida texto teatral.
“Estar aqui é acabar um pouco com a minha solidão de dramaturgo.”
“Todos os meus personagens estão colocados em espaços claustrofóbicos. Humor é outro elemento recorrente no meu trabalho, apesar da densidade das situações.”
“Eu geralmente parto de uma célula dramática, que pode ser um estímulo que alguém me dá.”
“ Já tive experiências de partir do namoro das linguagens, prosa e poesia para chegar ao texto teatral.”




Jonathan Andrade: Costuma escrever a partir de uma observação do cotidiano. Mas já partiu de diferentes lugares para escrever. Ouvir a palavra em cena é algo que o motiva a escrever. E também busca um certo lirismo ao escrever.
“Eu não gosto de rótulos, gosto de escrever.”
“Eu sempre fui muito preso ao cotidiano, à história das pessoas, isso me embriaga.”
“O trabalho de um dramaturgo é como pintar ou fazer um tapete. É entrar num quarto escuro.”
“Gosto de tirar o espectador da referência de tempo e espaço que ele tem.”
“O lirismo me desafia e me motiva muito.”


Sérgio Maggio: Já criou três textos. Cada um partiu de um lugar diferente. O primeiro partiu de uma pesquisa de pós-graduação sobre o universo da prostituição em Salvador e em Brasília. O segundo surgiu de uma experiência vivida em uma boate gay na cidade do Rio de Janeiro e o terceiro teve como ponto inspirador um quadro de um artista plástico.
“Ainda na escola a professora passou um trabalho que era transformar uma crônica numa peça teatral – assim eu começava a me envolver com o teatro.”
“Desde cedo eu aprendi que o teatro era coisa muito séria.”
“Eu sabia que a minha história era com a palavra e sempre ligado ao teatro.”
“Eu sempre entendi o teatro como uma conexão de muitas coisas acontecendo. Eu não consigo trabalhar sozinho.”
“Os meus textos são sugestões para a equipe que for trabalhar nele. Comecei a rejeitar a idéia de escrever só.”
“Ninguém escreve para a gaveta, a idéia é que vá para a cena.”
“A dramaturgia no DF pode ficar viva e consistente se os dramaturgos se integrarem – precisa se criar um pólo, um território comum para os dramaturgos daqui. Tem que ter caminhos para a dramaturgia, eu vejo esse caminho por agrupamentos.”

Outras falas:
Maurício
“Ainda não é possível sobreviver de dramaturgia em Brasília.”

Jonathan
“Uma coisa sou eu no meu reduto, outra coisa é a cena, nesse sentido, a dramaturgia estar aberta ou fechada, depende do processo.”

Sérgio
“A obra tem que ser aberta, mas, é importante respeitar a essência trazida pelo dramaturgo não a forma. É um respeito à criação do dramaturgo, ao conteúdo proposto.”
“Eu escrevo para o teatro porque é uma linguagem que me impactou desde muito cedo.”

Maurício
“Eu sou de fato um dramaturgo que busca a catarse mesmo. Eu não consigo escrever uma cena que não tenha conflito. Sou aristotélico. O meu processo é mais solitário e mais tradicional nesse sentido. Mas pretendo transitar em outras linguagens.”

Sérgio
“Interessa-me a memória, que vem sempre contaminada e é por natureza fragmentada. Como cebolas, que vão aparecendo.”
“Como qualquer arte, o teatro pode falar de tudo, mas é preciso uma ética.”

Jonathan
“A gente é colonizado por conceitos, e, sinceramente, às vezes os conceitos não me levam onde eu quero ir.”

Sérgio
“Eu acredito muito no processo, onde todo mundo se transforma e o público vai receber um presente.”
“O corpo do ator pode ser ilimitado. Um gesto pode dizer 10 páginas.”
*Colaboraram aqui: Francis Wilker e Maria Carolina Machado.

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terça-feira, 28 de julho de 2009

3º CONCRETO ABERTO


Participe!

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quarta-feira, 22 de julho de 2009

2º Concreto Aberto

Inauguração da Sede e 1º Concreto Aberto

Fotos do dia do evento.













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Concreto Aberto

Promoverá discussões sobre temas relativos ao teatro contemporâneo e sobre teatro de grupo. Periodicidade mensal; Público aproximado: 240 - Participação gratuita.

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